Old School

A tatuagem ocidental surgiu nos Estados Unidos, feitas ainda com pedaços finos e pontiagudos de ossos, uma espécie de martelo e com poucas opções de tintas, já que as primeiras tatuagens eram feitas em navios com pouca estrutura. Os primeiros a se aventurarem pelo então “novo” mundo da tatuagem foram os marinheiros, fuzileiros navais, piratas, errantes e rebeldes que logo foram marginalizados (mais ainda do que se poderia ser) e fizeram com que a arte fosse, também, mal vista pela sociedade.

Entre os anos de 1920 e 1940, com os marinheiros, se populariza a arte dos desenhos na pele. Essas tatuagens eram basicamente patriotas e contavam a vida de quem vivia no mar, longe da família e amores por semanas e meses.

Dava-se origem ao que chamamos de Old School: desenhos grandes, com contornos e traços grossos em cor preta, e uma paleta bem limitada de cores, basicamente amarelo, verde, azul e vermelho. Vamos combinar que não devia ser fácil achar várias opções de tintas em alto mar! Os desenhos eram grandes e as linhas grossas para que a tatuagem ficasse nítida e durasse por muito tempo.

Com o passar dos anos, o uso do aparelho elétrico criado por Samuel O’Relly foi se tornando comum e facilitou a produção desses desenhos, mas as dificuldades eram outras, como por exemplo as palmilhas não existiam e o desenho era passado de um acetato para um papel de coque e esfregado na pele. O tatuador, na medida em que fazia a cobertura da tatuagem, encostava a sua mão no desenho e o borrava, dificultando a sua compreensão. Imagine o estrago!

Se pudéssemos destacar três pontos fortes do Old School, seriam eles:
• A pouca tecnologia usada;
• A rasa habilidade dos tatuadores;
• O forte patriotismo nos desenhos tatuados.

Os desenhos mais comuns na era Old School retratavam a vida dos marinheiros, fuzileiros e de quem mais vivia entre o mar e o porto, eram eles:
• Cerejas;
• Estrelas náuticas;
• Mulheres Pin-Up;
• Sereias;
• Andorinhas;
• Corações;
• Peixes;
• Águias;
• Âncoras;
• Facas;
• Rosas;
• Ondas marítimas.