Blackwork

Essa é uma tendência no mundo da tatuagem que não é tão recente quanto a Fineline e Aquarela. Sua história até pode se confundir com o surgimento da própria tatuagem, já que os primeiros desenhos feitos em pele eram na cor preta.

Resumidamente, a técnica em Blackwork são desenhos feitos em preto. “Trabalho em preto”, como seu próprio nome diz. Mas o que seriam esses trabalhos em preto?

Bom, com a popularização dos Maoris e Tribais (falaremos desses estilos de tattoos em outro post), os tatuadores sentiram uma necessidade de aperfeiçoamento da técnica. Juntaram, então, um pouco da Geometria e do Pontilhismo (lá vem post!) e chegou-se ao que chamamos de Blackwork ou Neo Tribal, como também é conhecido o estilo.

Antes dessa “reformulação”, se é que podemos chamar assim, o Blackwork era uma alternativa à Cover Up e… Cover Up? Oi?!

Calma, a gente explica: Cover Up é a “técnica utilizada para cobrir uma tatuagem com outra tatuagem.” Voltando…

O conceito Blackwork era usado apenas como, digamos, conserto, pois diferente dos outros estilos, conceitos e técnicas, o “trabalho em preto” não se concentra muito em realismo, significados, mas sim no design da tatuagem.

Hashtag ornamental!

Se você curtiu o Blackwork, fica ligado que a técnica é a forma mais adequada para quem quer uma tatuagem que combine com a sua anatomia corporal. Desenhos simples e pouco sofisticados, como três linhas ou um desenho super trabalhado, que usa técnicas de sombreamento e até faz uso do espaço negativo do corpo, estão incluídas nesta técnica que usa também a geometria e o pontilhismo para criar um design único.

Mas atenção redobrada: o Blackwork é um dos estilos mais difíceis de trabalhar, os profissionais não podem dar margem de erros para os traços, que necessitam ser contínuos e perfeitos. Pode parecer simples, mas preencher grandes áreas continuamente e de maneira igual é um trabalho minucioso e dificílimo.

Os locais mais comuns para tatuagens em “Blackwork” são a região das costas, braços, antebraços, pernas e peitorais.